VEJA VIDEO :Protesto por falta d’água na Baia da Traição é  encerrado após reunião com lideranças indígenas e Polícia Militar na PB-041

Após horas de tensão e reivindicação, o acesso ao município de Baía da Traição foi liberado na tarde desta terça-feira, depois de uma reunião entre lideranças indígenas, representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Potiguara) e a Polícia Militar da Paraíba.

O bloqueio ocorreu em um trecho da rodovia PB-041, interditado por indígenas que protestavam contra a falta constante de água na aldeia AKAJUTIBIRO Segundo os manifestantes, o problema no abastecimento se arrasta há anos afetando diretamente dezenas de famílias e tornando insustentável a rotina da comunidade.

A manifestação teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para a crise hídrica enfrentada pelo povo indígena da akajutibiro que afirmam viver sob racionamento frequente e, em alguns pontos, total ausência de água.

Reunião define medidas emergenciais

A reunião contou com a presença do coronel Antônio, da Polícia Militar da Paraíba; do cacique Sandro, cacique geral dos Potiguaras; de Marilene Artur, coordenadora do DSEI Potiguara; além de lideranças indígenas como Eugênio Ferreira, Zé Pedro de Lima e Adriano Martins.

Durante o encontro, ficou definido que o abastecimento da aldeia será retomado imediatamente, com início do monitoramento diário do fornecimento de água a partir desta quarta-feira. A medida visa garantir que o líquido chegue de forma contínua às comunidades afetadas.

Também foi acordado que, a partir da próxima segunda-feira, caso o abastecimento ainda não esteja normalizado, o cacique geral Sandro fará o complemento do fornecimento de água, como forma emergencial de evitar novo desabastecimento e possíveis conflitos.

Rodovia liberada, alerta mantido

Com os encaminhamentos firmados, os manifestantes decidiram liberar a rodovia, permitindo o fluxo normal de veículos. Apesar disso, as lideranças deixaram claro que o protesto foi suspenso — e não encerrado — e que novas mobilizações poderão ocorrer caso os compromissos assumidos não sejam cumpridos.

No fim das contas, a estrada foi reaberta. A torneira, agora, é quem precisa cumprir a promessa.