Moradores da Aldeia akajutibiro, no município de Baía da Traição, realizaram um protesto nesta TERÇA FEIRA e interditaram um trecho da rodovia PB-041 em protesto contra a falta constante de água na comunidade. A manifestação teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para a crise no abastecimento que, segundo os indígenas, se arrasta há meses.
De acordo com os relatos, apenas a parte inicial da aldeia recebe água de forma irregular, enquanto a maior parte da comunidade permanece completamente desabastecida. A situação tem gerado revolta e dificuldades para as famílias, que dependem da água para consumo, higiene e preparo de alimentos.

Um dos líderes indígenas afirmou que a comunidade se recusa a receber água proveniente da rede do centro de Baía da Traição, por entender que isso os tornaria dependentes da Prefeitura Municipal.
“Se aceitarmos a água da cidade, ficamos reféns da prefeitura. A aldeia precisa de um sistema próprio e digno”, declarou um indígena durante o protesto.
Outro morador da Aldeia AKAJUTIBIRO apontou como responsável pela crise hídrica a senhora Marilene Artur, coordenadora do DSEI POTIGUARA
(DISTRITO ESPECIAL Indígena) em Baía da Traição que comanda a SESAI ( secretaria especial da saúde indigena Segundo ele, Marilena teria sido indicada politicamente pelo ex-prefeito Serginho Lima, com apoio do deputado federal Murilo Galdino.
Ainda conforme os indígenas, Marilena Artur é a responsável direta pela distribuição da água nas aldeias e teria conhecimento de que o sistema atual entrou em colapso diante da grande extensão territorial da Aldeia akajutibiro sem que medidas efetivas tenham sido adotadas para ampliar ou melhorar o abastecimento.
“Ela sabe que o sistema não suporta o tamanho da aldeia e, mesmo assim, nada foi feito para resolver o problema”, afirmou outro manifestante.
