PF ESCANCARA ESQUEMA EM BAYEUX: EX-GESTÃO DE LUCIENE DE FOFINHO NA MIRA POR FRAUDE E POSSÍVEL ROMBO MILIONÁRIO NA EDUCAÇÃO

A quarta-feira amanheceu com barulho de porta sendo aberta à força em Bayeux. A Polícia Federal colocou na rua a Operação Alfaias e foi direto ao ponto: contratos da gestão da ex-prefeita Luciene Gomes, conhecida como Luciene de Fofinho, estão sob suspeita pesada.

O alvo é um pregão realizado em 2021 para compra de móveis escolares. O que deveria equipar salas de aula virou caso de polícia. Segundo a investigação, há indícios claros de fraude no processo licitatório e sinais de superfaturamento que podem ter provocado um prejuízo de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos.

Não é detalhe técnico. É dinheiro que deveria estar em carteira, mesa, estrutura básica para aluno estudar com dignidade.

Os agentes cumpriram mandados no Centro Administrativo e na Secretaria de Educação de Bayeux. Também houve ação em Paulista, Pernambuco. A ordem é clara: recolher documentos, vasculhar computadores, seguir o rastro do dinheiro e entender como um contrato público pode ter sido inflado dessa forma.

Os crimes investigados são graves: peculato e fraude em licitação. Em termos simples, suspeita de uso indevido de dinheiro público e manipulação de um processo que deveria ser transparente.

Perícias já feitas ao longo da apuração apontam que os valores pagos podem estar acima do que realmente valiam os produtos. Traduzindo: pagou-se mais do que deveria — e alguém pode ter se beneficiado disso.

Luciene deixou a prefeitura em 2024, depois de apoiar a eleição de sua sucessora. Agora, o passado bate à porta com força de operação policial. Até o momento, a defesa da ex-prefeita não foi localizada. A Prefeitura informou que deve se pronunciar oficialmente.

Enquanto isso, fica a pergunta que ecoa nas ruas de Bayeux:
como uma compra para escolas vira suspeita de desvio milionário?