GESTÃO SOMBRA: preposto de Deta prefeita, Serginho Lima é pressionado a explicar obra sem transparência em Baía da Traição

A falta de transparência na Prefeitura de Baía da Traição ganhou mais um capítulo — e agora com um agravante político evidente: quem está sendo cobrado não é apenas o prefeito, mas o homem apontado como preposto direto da prefeita Deta de Serginho.

O vereador e presidente da Câmara, Ronaldo do Mel, apresentou um requerimento duro exigindo explicações detalhadas sobre a obra de contenção do avanço do mar nas proximidades da Aldeia Forte. A cobrança escancara o que já incomoda nos bastidores: decisões sendo tomadas sem transparência e sem qualquer prestação clara à população.

No centro da pressão está Serginho Lima, visto como o operador direto da gestão. É a ele que recaem agora as cobranças por informações básicas que até hoje não vieram à tona.

O requerimento exige o mínimo: quem foi contratado, quanto está sendo pago, qual o estágio da obra, quais os impactos técnicos e quando será concluída. Perguntas simples — e que deveriam estar públicas desde o início.

A falta de transparência na Prefeitura de Baía da Traição ganhou um novo nível — agora envolvendo uma obra que se aproxima dos R$ 5 milhões e segue cercada de dúvidas.

Mas não estão.

A ausência dessas informações levanta suspeitas legítimas e reforça a percepção de que a gestão funciona em modo fechado, distante da população e, principalmente, sem compromisso com a transparência.

E aqui está o ponto mais sensível: quando um preposto assume protagonismo sem dar respostas, o desgaste não é só dele — respinga diretamente na prefeita que ele representa.

A obra, que deveria trazer segurança para moradores e comunidades indígenas da região, agora também se tornou símbolo de uma gestão que evita explicar o básico.

A movimentação de Ronaldo do Mel coloca pressão institucional no caso e abre um novo momento: ou a gestão apresenta dados concretos, ou consolida de vez a imagem de que há mais perguntas do que respostas dentro da Prefeitura.

Durante as comemorações do Dia do Índio, Serginho Lima fez questão de se expor ao lado do governador, inclusive exibindo registros dentro do carro oficial — gesto que circulou nos bastidores e nas redes como demonstração de proximidade política. O problema é que, na prática, essa proximidade não tem se traduzido em cobrança efetiva por ações concretas do Governo do Estado diante do avanço do mar, um dos problemas mais graves enfrentados pelo município.

Enquanto a imagem aparece, a solução não.

A ausência de posicionamento mais firme diante de um problema estrutural reforça a percepção de uma gestão mais preocupada com articulação política e exposição do que com respostas concretas para a população.

A movimentação de Ronaldo do Mel eleva o nível da cobrança e coloca a gestão contra a parede. Agora não se trata mais de bastidores, mas de um pedido formal por transparência.

Porque, no fim, não é só sobre uma obra.

É sobre quem manda, quem executa — e quem responde.