Prefeito de Pedras de Fogo Bá Barros troca de lado, deixa Veneziano de fora e reforça fama de “pular de galho em galho” na política

Na política, alianças mudam. Mas, em Pedras de Fogo, o prefeito Bá Barros parece ter transformado a mudança de lado em uma verdadeira especialidade.

Conhecido nos bastidores políticos pelas frequentes movimentações e mudanças de alinhamento, o gestor voltou a protagonizar uma cena que promete alimentar o debate sobre lealdade, coerência e conveniência eleitoral.

No último dia 6, Bá Barros participou de um evento político em Pedras de Fogo ao lado do prefeito de Patos, Nabor Wanderley, e do governador João Azevêdo. O detalhe que chamou atenção foi a ausência do senador Veneziano Vital do Rêgo, que durante períodos de dificuldade política e administrativa teria mantido proximidade com o grupo do prefeito.

A ausência de Veneziano não passou despercebida no meio político. O episódio foi interpretado por aliados do senador como uma forte demonstração de distanciamento político, justamente em um momento em que as articulações para as eleições de 2026 estão a todo vapor.

Da parceria ao esquecimento

Veneziano esteve entre os aliados que mantiveram diálogo com a gestão de Pedras de Fogo em momentos de turbulência. Agora, diante de uma nova configuração eleitoral, o senador acabou ficando fora de uma agenda que reuniu figuras importantes do grupo político atualmente mais próximo do prefeito.

O movimento levanta uma pergunta inevitável: o que mudou entre Bá Barros e Veneziano?

A resposta, oficialmente, dependeria de uma manifestação dos envolvidos. Politicamente, porém, a cena fala por si: enquanto Bá Barros aparecia ao lado de Nabor e João Azevêdo, Veneziano não estava no palanque.

“Pular de galho em galho”

A movimentação também alimenta uma imagem que adversários políticos vêm explorando há algum tempo: a de um prefeito que muda de companhia conforme o vento eleitoral.

O apelido político de “pular de galho em galho” ganha força justamente pela sucessão de aproximações e afastamentos que marcam sua trajetória.

Para os críticos, a política de alianças de Bá Barros parece obedecer mais à conveniência do momento do que à construção de compromissos duradouros.

E é justamente aí que surge o desgaste: quem hoje aparece como aliado de primeira hora pode amanhã descobrir que perdeu espaço na fotografia.

A política tem memória

A questão central não é apenas quem estava ou não estava no evento do dia 6. O episódio recoloca em discussão o comportamento político do prefeito e sua capacidade de preservar alianças ao longo do tempo.

Em política, mudanças de posição são legítimas. O problema começa quando antigos aliados passam a enxergar essas mudanças como abandono ou ingratidão.

Veneziano agora tem um motivo a mais para observar atentamente os próximos movimentos de Pedras de Fogo.