Denúncia devastadora derruba presidente do COREN-PB, que renuncia após perder apoio da própria diretoria

A crise institucional que abalou o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (COREN-PB) terminou com um desfecho emblemático: a renúncia da presidente da autarquia Rayra Beserra após uma denúncia formal apontar abuso de poder, perseguição interna e favorecimento pessoal. A queda ocorreu em meio a um processo disciplinar já em andamento no Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), que reconheceu a existência de indícios graves e uma crise de governabilidade sem precedentes.


Renúncia ocorre sob cerco e pressão interna

A saída da presidente Rayra Beserra acontece após sete conselheiros — incluindo membros da própria diretoria — formalizarem denúncia oficial acusando a então gestora de práticas autoritárias e ilegais.

O movimento revelou o isolamento completo da dirigente dentro da própria instituição.

O relatório da Corregedoria foi claro ao afirmar que havia:

“indícios suficientes de autoria e materialidade da conduta denunciada”

Na prática, a presidente renunciou diante de um cenário que poderia culminar em afastamento forçado, cassação e sanções administrativas.


Denúncias apontam abuso de poder e perseguição

O documento que desencadeou a queda descreve um ambiente interno considerado tóxico e autoritário.

Entre as acusações:

Conselheiros eram silenciados e ameaçados

Segundo os relatos, a presidente Rayra Beserra interrompia falas, pressionava votos e chegou a ameaçar retirar conselheiros das reuniões.

“O direito à fala e à livre manifestação de voto tem sido sistematicamente violado”, aponta a denúncia.


Favorecimento e uso do cargo para beneficiar aliados

A denúncia afirma que viagens, eventos e funções estratégicas eram distribuídos com base em interesses pessoais.

Conselheiros afirmaram que:

  • sempre os mesmos eram beneficiados;
  • outros eram excluídos;
  • não havia transparência.

Retaliação financeira e assédio

Um dos pontos mais graves envolve a acusação de retenção de pagamentos como forma de punição.

O documento classifica a prática como:

“ilegal e humilhante, que visa silenciar vozes dissidentes.”


COFEN reconheceu crise e já preparava medidas disciplinares

Antes da renúncia, o COFEN já havia determinado:

  • abertura de procedimento disciplinar contra Rayra Beserra
  • designação de relatora;
  • e avaliação de medidas cautelares.

O próprio relatório alertava para o risco de colapso administrativo:

“É evidente a atual crise política instalada no Coren-PB.

A permanência da presidente, segundo o órgão federal, poderia comprometer as investigações.


Renúncia não encerra o caso

Apesar da saída, a renúncia não significa o fim das investigações.

O processo pode continuar para apurar responsabilidades e eventuais sanções.

Nos bastidores, a leitura é clara:

A renúncia foi o último ato de uma gestão de Rayra Beserra que perdeu sustentação política, administrativa e institucional.


Conselho ficou à beira da ingovernabilidade

O COREN-PB viveu semanas de tensão interna, com maioria dos conselheiros se rebelando contra a própria presidente.

O caso expôs uma ruptura sem precedentes dentro da autarquia responsável por fiscalizar e representar milhares de profissionais de enfermagem na Paraíba.


Queda simboliza implosão de gestão

A renúncia de Rayra Beserra encerra um ciclo marcado por denúncias, conflitos internos e perda de autoridade.

O que antes era uma crise silenciosa explodiu oficialmente em Brasília — e terminou com a queda da principal autoridade da enfermagem na Paraíba.

A renúncia da presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), Rayra Beserra, ganhou novos desdobramentos após pronunciamento do professor e enfermeiro Adriano Lourenço, publicado em suas redes sociais há três dias. No vídeo, ele afirma que a saída da gestora não estaria ligada apenas a “questões pessoais”, como declarado por ela, mas a uma crise institucional formalizada junto ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

Rayra Beserra, que encerraria o segundo mandato este ano, utilizou suas redes sociais para agradecer aos que confiaram seu voto e informou que a decisão de deixar a presidência foi motivada por razões pessoais. No entanto, segundo Adriano Lourenço, há um documento protocolado no Cofen que aponta denúncias graves contra a condução administrativa da então presidente.A denúncia foi assinada contra ela e por sete conselheiros regionais, incluindo dois membros da diretoria, e aponta supostas condutas incompatíveis com os princípios da administração pública e com o Regimento Interno do Conselho.


O portal está a disposição da ex-presidente pra outros esclarecimentos