GOIANA PE TEM QUASE R$ 1 BILHÃO NO SEU ORÇAMENTO , MAS COVEIROS COBRAM SALÁRIO NAS REDES SOCIAIS E AMEAÇAM ACAMPAR NA PREFEITURA GESTÃO DE MARCILIO REGIS

Cidade rica, cemitérios abandonados e trabalhadores sem receber: o retrato de uma gestão que parece ter esquecido até quem cuida dos mortos

Enquanto a Prefeitura de Goiana trabalha com um orçamento estimado em aproximadamente R$ 970 milhões para 2026, uma situação constrangedora vem ganhando repercussão na cidade: coveiros denunciam atrasos salariais, abandono dos cemitérios municipais e já cogitam acampar em frente à sede da Prefeitura em forma de protesto.

O contraste chama atenção. De um lado, uma das cidades mais ricas de Pernambuco, impulsionada por grandes empreendimentos industriais e uma arrecadação milionária. Do outro, trabalhadores responsáveis por um serviço essencial afirmando que precisam recorrer às redes sociais para cobrar aquilo que consideram um direito básico: receber pelos serviços prestados.

A pergunta que circula entre os moradores é inevitável: como uma prefeitura com orçamento próximo de R$ 1 bilhão chega ao ponto de enfrentar uma crise envolvendo profissionais que cuidam dos cemitérios públicos?

A gestão do prefeito Marcílio Régio, político experiente com longa trajetória na vida pública, enfrenta críticas pela condução da situação. Para opositores e parte da população, falta prioridade administrativa para resolver problemas que afetam diretamente trabalhadores e serviços básicos.

Os relatos de abandono dos cemitérios ampliam ainda mais o desgaste. Em vez de investimentos visíveis na manutenção desses espaços, o que se vê são reclamações crescentes e profissionais insatisfeitos.

Na Câmara Municipal, vereadores da base governista também são alvo de questionamentos. Críticos da administração afirmam que falta uma postura mais firme de fiscalização e cobrança junto ao Executivo diante das denúncias apresentadas pelos trabalhadores.

Pais de família, os coveiros reivindicam respeito e valorização. A categoria sustenta que não está pedindo favores, mas apenas o pagamento pelos serviços realizados.

Se o diálogo não avançar, a ameaça de paralisação e de um acampamento em frente à Prefeitura poderá transformar um problema administrativo em uma crise política ainda maior para o governo municipal.

Afinal, em uma cidade bilionária, deixar faltar salário para quem presta um serviço tão essencial é uma conta difícil de explicar à população.