Primeira-dama Camila Mariz destaca ações de cidadania e direitos humanos durante abertura do projeto “Voz que Liberta

A primeira-dama do Estado, Camila Mariz, participou, na manhã desta segunda-feira (26), da solenidade de abertura do projeto “Voz que Liberta”, realizada na Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, no bairro de Mangabeira VII, em João Pessoa. Promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Ouvidoria de Justiça e da Mulher, a iniciativa tem como objetivo assegurar escuta qualificada, atenção à saúde, emissão de documentos e capacitação profissional para as mulheres privadas de liberdade.
 
Durante o seu pronunciamento, a primeira-dama ressaltou a importância de enxergar o ser humano por trás de cada trajetória e reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a transformação social, “Nós não estamos aqui para olhar para vocês com julgamento, o julgamento já foi feito, não nos cabe mais falar sobre isso. Cabe falar sobre oportunidade e um caminho de transformação”, afirmou Camila Mariz.
 
A ação integrada envolve uma ampla rede de apoio interinstitucional, oferecendo serviços como revisão de processos penais, exames preventivos de saúde voltados para o Outubro Rosa, com atendimentos pelo Hospital da Mulher, e atendimento odontológico móvel em parceria com o Sistema S. O evento também destacou a expansão de iniciativas de ressocialização como o projeto “Castelo de Bonecas”, que integra a metodologia do Emprega Lab PB e do Plano Nacional Pena Justa.
 
A idealizadora da ação e ouvidora de Justiça e da Mulher do TJPB, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, enfatizou a sensibilidade do projeto e o acolhimento humanizado prestado às reeducandas. “Nós queremos fazer um trabalho que, além de mexermos com o coração de vocês através de rever essas penas, queremos também patrocinar uma coisa boa. Nos vejam como pessoas que querem lhes ajudar, melhorar a vida e trazer mais leveza ao ambiente em que vocês se encontram”, declarou a desembargadora.
 
O evento também contou com a presença do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão, que reforçou a união entre os poderes na construção de caminhos mais humanizados, “A Paraíba está mostrando ao país que esse sistema pode ser reprogramado e que ninguém sozinho consegue fazer essa travessia. Nós chegamos trazendo e representando vozes de diversas mulheres que estão sós, e essas vozes precisam cantar e serão ouvidas no planalto central”, destacou o ministro.
 
A solenidade reuniu diversas autoridades nacionais e estaduais, entre elas o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, o secretário de Estado da Administração Penitenciária (Seap), Tércio Chaves de Moura Júnior, a secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, a defensora pública-geral Madalena Abrantes, o procurador-geral de Justiça do Estado, Leonardo Quintans, a diretora do Hospital da Mulher, Marcela Tárcia, além de magistrados, representantes do Ministério Público, da OAB-PB e equipes de gestão engajadas na rede de proteção e cidadania.