O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, confirmou nesta quarta-feira (12) o rompimento da legenda com a base política do governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição na Paraíba.
A decisão ocorre após a definição da médica e ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil) para compor a chapa de Lucas como candidata a vice-governadora. Segundo Lupi, o PDT não participou das discussões que resultaram na escolha e interpretou a decisão como um sinal de que o partido não teria espaço na composição majoritária.
Lupi afirmou que a legenda defendia o nome da ex-deputada Rafaela Camaraense para a vaga de vice, mas a indicação não avançou. Para o dirigente nacional, a escolha de Lígia Feliciano representou, na prática, uma opção pela retirada do PDT da composição.
O rompimento modifica o cenário da sucessão estadual e coloca o PDT diante de duas possibilidades: lançar candidatura própria ao Governo da Paraíba ou negociar apoio a outra candidatura. Entre os nomes que podem entrar no radar da legenda está o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, além da possibilidade de uma candidatura própria encabeçada por Rafaela Camaraense.
A ruptura também tem peso estratégico na montagem das alianças para 2026. Até recentemente, o PDT mantinha uma aliança política com o grupo governista. Em maio, durante a posse da nova direção estadual do partido, Carlos Lupi havia destacado justamente a manutenção da aliança com o ex-governador João Azevêdo e com Lucas Ribeiro
A mudança em poucos meses evidencia o grau de instabilidade das articulações para a eleição de outubro. A formação da chapa majoritária, especialmente a escolha do vice, tornou-se um dos principais focos de tensão entre as forças que pretendem disputar o Governo da Paraíba.
Agora, o PDT terá de decidir para onde levar seu tempo de televisão, estrutura partidária e apoio político. O movimento pode representar uma perda para Lucas Ribeiro e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para os adversários ampliarem suas alianças.
Com o rompimento confirmado por Lupi, a disputa pelo Governo da Paraíba entra em uma nova fase: a vaga de vice deixou de ser apenas uma escolha interna da chapa governista e passou a provocar uma rearrumação mais ampla do tabuleiro eleitoral.
