O caso do vereador de Santa Rita, Wagner Lucindo de Souza, conhecido como Wagner de Bebé, ganhou um novo desdobramento jurídico. O Ministério Público emitiu parecer favorável à concessão de liberdade ao parlamentar, que permanece preso desde 2025 em meio a uma série de processos judiciais.
Embora os autos tramitem sob segredo de Justiça, a informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Alberdan Coelho, que afirmou estar confiante de que a Justiça poderá analisar o pedido nos próximos dias e determinar a soltura do vereador.
Segundo o advogado, o posicionamento favorável do Ministério Público representa um avanço significativo na situação processual de Wagner, já que o parecer ministerial costuma ser considerado pelo Judiciário na apreciação dos pedidos de liberdade, embora não tenha caráter vinculante.
Prisão preventiva já havia sido revogada
A situação jurídica de Wagner de Bebé é marcada por diferentes processos. Em fevereiro de 2026, a Justiça já havia revogado a prisão preventiva relacionada ao processo que motivou sua detenção inicial. No entanto, o vereador permaneceu preso em razão de outros desdobramentos judiciais.
Entre eles estava uma ação penal referente a uma acusação de tentativa de homicídio ocorrida em 2016. O caso foi submetido ao Tribunal do Júri, que, em junho deste ano, absolveu Wagner de Bebé da acusação.
Mesmo com a absolvição, o parlamentar continuou custodiado em razão de outras medidas e investigações que seguem em andamento, circunstância que impediu sua imediata liberação.
Defesa aguarda decisão
Em entrevista, o advogado Alberdan Coelho informou que o parecer favorável do Ministério Público reforça a tese da defesa de que não existem mais fundamentos suficientes para a manutenção da prisão.

“A expectativa é de que a Justiça analise o pedido nos próximos dias. Estamos confiantes em uma decisão favorável diante do posicionamento do Ministério Público”, afirmou o defensor.
Processo segue sob sigilo
Por tramitar em segredo de Justiça, os detalhes do processo que fundamentou o novo pedido de liberdade não foram divulgados oficialmente. O sigilo limita o acesso ao conteúdo dos autos, preservando informações da investigação.
A decisão final caberá ao magistrado responsável pelo caso, que poderá acolher ou não o parecer ministerial. Até que haja manifestação da Justiça, Wagner de Bebé permanece preso.
Caso a liberdade seja concedida, o vereador poderá ser submetido ao cumprimento de medidas cautelares, a depender das condições eventualmente estabelecidas na decisão judicial.
