Criança autista teria sido furada na cabeça com seringa em creche de Monteiro

Uma criança de 4 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria sido perfurada na cabeça com uma seringa contendo agulha por uma professora dentro de uma creche municipal de Monteiro, no Cariri paraibano.

O episódio teria ocorrido em 7 de julho, mas, segundo os pais, a família só foi comunicada oficialmente pela unidade de ensino em 3 de agosto, quase um mês depois.

Documentos apresentados à família apontam que cuidadoras teriam presenciado a professora pegar a criança de forma brusca e utilizar uma seringa contra ela. O menino teria chorado e apresentado sangramento na cabeça. A professora teria negado a agressão e afirmado que apenas mencionou a seringa para assustar a criança.

O caso foi registrado pela mãe na Polícia Civil em 7 de agosto, como suspeita de maus-tratos. A Prefeitura de Monteiro também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos.

Segundo a família, a criança teria relatado posteriormente o uso da seringa e apontado para a própria cabeça ao ser questionada sobre onde teria sido atingida.

Os pais também afirmam que perceberam mudanças no comportamento do filho antes de tomar conhecimento do episódio e questionam a demora da creche em comunicar o ocorrido.

A família informou ter procurado a Polícia Civil, o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Em 11 de setembro, os responsáveis prestaram depoimento à comissão responsável pelo processo administrativo.

Até o momento, trata-se de uma denúncia em investigação, sem conclusão definitiva sobre a responsabilidade da professora. A Secretaria Municipal de Educação foi procurada para informar as providências adotadas e a situação funcional da docente, mas, segundo a reportagem original, não havia respondido até a publicação.