Pré-candidato à Presidência pelo Novo afirma que proibirá as plataformas de apostas e classifica o setor como um dos grandes problemas atuais do Brasil
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) elevou o tom contra as plataformas de apostas online, as chamadas bets. Durante encontro, nesta terça-feira (18), em São Paulo, com pessoas e familiares afetados pelo vício em apostas, Zema afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende acabar com as bets como seu primeiro ato de governo. (CNN Brasil)
Em sua manifestação, o ex-governador de Minas Gerais classificou as apostas online como “uma praga” e também como “um câncer” existente atualmente no país. Segundo Zema, os relatos de famílias atingidas pela dependência das apostas reforçaram sua decisão de combater o setor.
“Como presidente, faço questão de mudar isso por completo. É uma praga”, afirmou Zema, ao defender a proibição das plataformas.
O presidenciável também sustentou que o problema das apostas estaria associado ao endividamento e à destruição de relações familiares. Para ele, a questão deve ser tratada com a mesma seriedade destinada a outros problemas de dependência.
Zema fala em proibição das plataformas
Zema afirmou que pretende utilizar um decreto presidencial para interromper o funcionamento das bets, caso chegue ao Palácio do Planalto. A proposta, porém, abre uma discussão jurídica e política sobre os limites do poder presidencial para proibir um setor que atualmente possui regulamentação no país.
A declaração coloca as bets no centro do discurso de campanha de Zema e pode ampliar o debate sobre os impactos sociais das apostas online, especialmente diante dos relatos de pessoas que desenvolveram dependência e acumularam dívidas.
A promessa também representa uma posição de forte enfrentamento ao mercado de apostas, que se tornou um dos setores mais controversos do país nos últimos anos.
A mensagem de Zema é direta: se chegar à Presidência, as bets estarão entre os primeiros alvos de seu governo.
