O debate sobre segurança pública na Paraíba ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (17), com uma troca de acusações entre o candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena (MDB), e o secretário de Segurança Pública, Jean Nunes.

O confronto começou após Cícero criticar operações estaduais contra facções criminosas, classificando as ações como “operaçãozinhas” e afirmando que elas estariam prendendo “trombadinhas” e pessoas que, na avaliação dele, teriam pouca influência dentro das organizações criminosas.
Jean Nunes reagiu e classificou as declarações como desrespeitosas às forças de segurança. Na resposta, o secretário também trouxe para o debate a gestão de Cícero à frente da Prefeitura de João Pessoa, mencionando nomeações de pessoas apontadas como integrantes de facções criminosas.
Jean citou ainda investigações conduzidas pela Polícia Federal e afirmou que o ex-prefeito “não tem moral para falar” sobre segurança pública.
A declaração provocou uma nova reação de Cícero. Pelas redes sociais, o candidato voltou a direcionar críticas ao secretário e questionou a atuação do Governo da Paraíba na área.
“Enquanto a violência cresce e os escândalos aumentam, o secretário de segurança da Paraíba prefere defender o próprio cargo.”
Na mesma publicação, Cícero cobrou uma atuação mais incisiva de Jean Nunes em defesa dos profissionais da segurança pública,o qual ele no cargo abandonou.
“Secretário, vá lutar pelas nossas forças de segurança, que hoje recebem o segundo pior salário do Brasil e o mesmo efetivo de quase 20 anos atrás.”
O episódio elevou o nível da disputa política em torno da segurança pública e colocou frente a frente dois discursos distintos: enquanto Jean Nunes defende as operações policiais e rebate as críticas de Cícero, o candidato questiona os resultados das ações e desloca o debate para as condições de trabalho, remuneração e efetivo das forças de segurança.
O confronto também evidencia como a segurança pública deverá ocupar espaço relevante no debate eleitoral paraibano de 2026, especialmente diante das discussões sobre combate às facções, efetivo policial, remuneração dos agentes e resultados das operações realizadas pelo Estado.