Ornildo Junior também foi  alvo da 2ª fase da Operação Arena

O dono da casa de apostas paraibana Pixbet, Ernildo Júnior, foi um dos alvos de busca e apreensão da segunda fase da Operação Arena, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16). A informação foi confirmada pela Polícia Federal no começo da tarde.

Ernildo já tinha sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da operação. Na época, ele teve o carro e o celular apreendidos.

Tanto hoje quanto na primeira fase, os mandados foram apenas de busca. Ou seja, Ernildo não foi conduzido a nenhum posto policial.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Arena, que investiga um esquema de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionado a apostas esportivas. O trabalho é acompanhado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Paraíba, com apoio do Gaeco Nacional.

A pedido do MPF e da PF, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades paraibanas de Campina Grande e de João Pessoa. Determinou, ainda, a apreensão de bens e valores de quatro dos investigados.

Segundo a investigação, o grupo empresarial mantinha uma complexa estrutura societária e financeira, no Brasil e no exterior, para conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar. As empresas constituídas no exterior eram utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

Indícios – De acordo com os indícios apurados, o grupo empregava mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.

A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.

Operação Arena – A primeira fase da operação foi deflagrada em 13 de agosto deste ano. Na ocasião, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Além disso, houve a apreensão de bens e valores até o limite aproximado de R$ 1 bilhão, correspondente à estimativa dos valores desviados.

De acordo com o MPF, a partir dos elementos reunidos durante as duas fases da operação, as investigações serão aprofundadas para delimitar o envolvimento dos investigados em eventuais condutas ilícitas e subsidiar a apresentação de denúncia à Justiça